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Falsos gémeos
04Mar2013 11:29:42
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Falsos gémeos

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                  Segundo notícias recentes, Barcelos assinou mais um protocolo de geminação, desta feita com um município de S. Tomé e Príncipe.  Depois de Cabo Verde, Brasil e Marrocos, fica assim inscrita mais uma paragem de águas cálidas na longa lista de municípios connosco geminados.

                  Mas afinal o que é, e para que serve, um acordo de geminação?

 

                  Antes de uma mera formalidade, ou de um acto de caritativa solidariedade, a geminação de duas comunidades só deverá acontecer quando dela advier acréscimo de valor para ambas. Se assim é, fica por explicar o benefício para os barcelenses com protocolos como este que recentemente vimos celebrar. Por outro lado, não deixa de ser curioso que a extensa lista de cidades "irmãs" (com esta última já são sete...) seja encabeçada pela vizinha Pontevedra, cuja geminação já conta mais de quarenta anos, e à qual nenhuma importância é dada, não obstante a proximidade geográfica, cultural, histórica, linguística, económica etc.. Ou seja, ao invés de se investir no fortalecimento de relações mutuamente vantajosas com uma das mais importantes cidades galegas, prefere-se a celebração a eito de actos de cooperação com paragens tão longínquas identitária e geograficamente como a pernambucana Recife, a búlgara Svishtov (acho que é assim que se escreve...), ou a marroquina El Jadida, nossa Magazão de triste memória, isto para citar apenas algumas.

                  Sejam lá quais forem os propósitos que levaram a estas excêntricas iniciativas, é facto indesmentível que Barcelos nada ganhou com elas. Ao contrário, e dada a proximidade física e afectiva, o aprofundar das relações de cooperação económica, cultural e desportiva com Pontevedra e, consequentemente, com a irmã Galiza, traria consigo incontáveis benefícios aos de cá e aos de lá de uma fronteira que apenas no papel existe, de tão uterina que é a nossa génese comum.

                  Fomentar a geminação com outras terras tem a ver com isso: valorização mútua.        

Locais para férias é outra coisa.     

 

 

Barcelos, 26/02/2013

João Barreto de Faria



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